A emoção da AABB Champions League 25/26 chega num momento decisivo com a SEMIFINAL do 1º turno, é neste sábado(14-03) prometendo dois jogos que vão agitar a Arena AABB Eunápolis!
⚽ 16h – Chelsea x Man. City
⚽ 18h – Inter de Milão x Arsenal
Quatro grandes equipes, muita rivalidade em campo e a vaga na grande final em jogo! É dia de arquibancada cheia, torcida vibrando e futebol de alto nível.
Chame os amigos, reúna a família e venha viver essa grande festa do futebol com a gente! A Arena AABB Eunápolis será o palco de dois confrontos que prometem muita emoção do começo ao fim.
Entendam: a onda de ataques e violência gratuita crescente são um projeto. Não é obra do acaso.
Quanto mais medo e ódio produzem mais seu projeto Nazi/Fascista vence: muita gente boa, sensata, consciente clamando por polícia armada em porta de escola.
Daí é um passo para a população exigir polícia dentro da escola e finalmente: que a própria escola seja militarizada.
Depois vem o que? Curso de tiro pra professores e alunos? Venda de armas em massa? Ora, esse é o projeto de quem mesmo? Eis a armadilha. Em pouco tempo teremos muita gente boa dizendo: “Ééé o Bolsonaro tinha razão!”
Quem estuda história sabe. A estratégia é velha e sedutora porque mexe com sentimentos muito profundos em nós: de preservação. Atacar as crianças com uma machadinha não é aleatório, quer mandar um recado direto: “não adianta proibirem as armas, nós vamos machucar vocês do mesmo jeito, ninguém está a salvo!”
Quem viu Guerra nas Estrelas - a ascensão do Imperio - conhece muito bem o enredo: o Mal promove levantes e caos em vários lugares do sistema: cria um clima de medo e horror e depois se apresenta como “a solução” de “pacificação”, mas para isso precisa de plenos poderes porque a democracia “é lenta” e burocrática demais.
A “democracia” morre com uma salva de palmas e surge um sistema totalitário que extermina toda e qualquer oposição - e todos aqueles que lhe conferiram tal poder.
Em uma das cenas mais tristes do filme, praticamente um rito de passagem, o jovem Anakin, ataca uma escola Jedi e mata as crianças. Ali ele morre também e o grande vilão Vader nasce. A arte traduz a vida.
Precisamos ter cuidado para não sermos sequestrados pelo medo e ódio, e clamarmos por um mundo ainda mais violento e opressor.
Não é solução, de forma alguma, transformar escolas em presídios, encher escolas com gente armada, transformar professores em pistoleiros.
Solução é caçar impiedosamente todas as células Nazi/fascistas, criar leis muito mais severas para incitação ao ódio e punições ainda mais severas para as Fake news, e investir pesadamente na Educação das novas gerações para que cresçam sabendo que o Nazi/fascismo é um projeto inadmissível, que corrói nossa civilidade e humanidade. Polícia para quem precisa de polícia: ou seja, os criminosos.
Nossa luta será imensa.
Porque odiá-los é fácil.
E é exatamente isso que eles querem: que o ódio vença.
Prefeita de Eunápolis repete equivoco do antecessor e pode levar ao colapso do sistema de abastecimento de água no município
Desde o governo do então prefeito Robério Oliveira, que resolveu criar uma guerra infrutífera e eleitoreira com a Embasa, o município de Eunápolis tem sido impossibilitado de receber investimentos em melhorias e ampliação dos sistemas de abastecimento de água e de esgotamento sanitário.
A população talvez não saiba, mas nos últimos anos a Embasa deixou de aplicar cerca de R$ 200 milhões em obras por causa do empecilho criado pelo antigo prefeito, que só pensava em entregar os serviços de água e esgoto do município para uma empresa privada. Literalmente, o município perdeu esses investimentos por opção política do ex-prefeito.
Robério ficou para trás, mas sua ideia parece ter reencarnado na atual prefeita Cordélia Almeida. Repetindo o erro do antecessor, sem nenhum debate com a população e sem perceber o grande equívoco político que está fazendo, a prefeita resolveu reeditar a briga com a Embasa, agora com a criação de um SAAE (serviço autônomo de água e esgoto) para substituir da empresa estadual na prestação dos serviços. O município não tem nenhuma condição técnica ou financeira para isso. Mas o pior é que repete o mesmo erro do gestor anterior, pois protela ainda mais o sofrimento da população, uma vez que o processo será judicializado e, enquanto isso, a Embasa ficará impossibilitada de realizar investimentos, o que pode comprometer o abastecimento de água no município, bem como o avanço na cobertura de esgotamento sanitário.
É bom destacar que Eunápolis pertence à microrregião de saneamento do Extremo Sul da Bahia, criada em 2019 pela lei complementar estadual n° 49. O colegiado da microrregião integra vários municípios da região e cuida da organização, planejamento e fiscalização dos serviços de saneamento. Com base em entendimento jurídico já pacificado no TCM-BA (Tribunal de Contas do Município, respaldado em decisões do STF (Superior Tribunal Federal), que tem dado ganho de causa a Embasa, o procedimento tanto de concessão dos serviços de saneamento à iniciativa privada quanto de criação de SAAE depende da aprovação do Colegiado da microrregião de saneamento, o que certamente não acontecerá, uma vez que o governo do estado tem peso considerável dentro desta entidade.
Outro grande obstáculo que o município terá que enfrentar é que o novo marco legal do saneamento, criado pela lei 14.026/2020, obriga que o município indenize a Embasa, imediatamente, pelos ativos não amortizados. Essa indenização representaria um prejuízo de dezenas de milhões de reais para a cidade de Eunápolis, dinheiro que deixaria de ir para outras áreas importantes do município, como saúde, educação e infraestrutura.
ITAMARZÃO - Lá se vão 6 meses e até agora, nada. Por: José Orlando Gomes
Rua dos Fundadores
Muro do Itamarzão foi derrubado para dar espaço a um projeto urbanístico, em que tem a prefeitura de Eunápolis como protagonista.
Numa celeridade, que parecia que o projeto começaria logo após a derrubada, para nossa surpresa, o tal projeto urbanístico parece que foi pra gaveta, o dito cujo projeto, já se arrasta há quase 6 meses, sem sair do papel, tempo que o muro foi demolido.
Acabaram com uma praça esportiva, e numa rapidez de fazer inveja a Odebrecht, abriram uma rua, que liga rua dos Fundadores "que está intrafegável, tendo os moradores que aterrar as crateras com barro, por que quando chove é um deus nos acuda (veja fotos)" com Padre João Gualberto".
PS: Os moradores das ruas Afonso Pena e Fundadores pedem providência da prefeitura no sentido iniciar esse projeto urbanístico, que antes da derrubada do muro do estádio, carecia de urgência, mas agora, parece que caiu no esquecimento. Estamos de olho!
O Natal costuma ser sempre uma ruidosa festa; entretanto se faz necessário o silêncio, para que se consiga ouvir a voz do Amor.
Natal é você, quando se dispõe, todos os dias, a renascer e deixar que Deus penetre em sua alma.
O pinheiro de Natal é você, quando com sua força, resiste aos ventos e dificuldades da vida.
Você é a decoração de Natal, quando suas virtudes são cores que enfeitam sua vida.Você é o sino de Natal, quando chama, congrega, reúne.
Papa Francisco
A luz de Natal é você quando com uma vida de bondade, paciência, alegria e generosidade consegue ser luz a iluminar o caminho dos outros.
Você é o anjo do Natal quando consegue entoar e cantar sua mensagem de paz, justiça e de amor.
A estrela-guia do Natal é você, quando consegue levar alguém, ao encontro do Senhor.Você será os Reis Magos quando conseguir dar, de presente, o melhor de si, indistintamente a todos.
A música de Natal é você, quando consegue também sua harmonia interior.O presente de Natal é você, quando consegue comportar-se como verdadeiro amigo e irmão de qualquer ser humano.
O cartão de Natal é você, quando a bondade está escrita no gesto de amor, de suas mãos.Você será os “votos de Feliz Natal” quando perdoar, restabelecendo de novo, a paz, mesmo a custo de seu próprio sacrifício.
A ceia de Natal é você, quando sacia de pão e esperança, qualquer carente ao seu lado.Você é a noite de Natal quando consciente, humilde, longe de ruídos e de grandes celebrações, em silêncio recebe o Salvador do Mundo.
Um Feliz Natal a todos que procuram assemelhar-se com esse Natal.Papa Francisco
Vargas criou o ministério para
intermediar relações entre trabalhadores e empresários, função até então
do Ministério da Agricultura
Por: Rafael BarifouseDa BBC News Brasil em São Paulo
Hoje, esse ministério é responsável por elaborar diretrizes para
geração de emprego e renda, além de emitir documentos e fiscalizar as
relações trabalhistas no Brasil, investigando denúncias de trabalho
escravo e infantil e o cumprimento da legislação por parte das empresas.
Mas sua criação teve outro propósito.
Quando surgiu, em 26 de
novembro de 1930, a ideia era que a pasta fosse responsável por
intermediar as relações entre trabalhadores e empresários, até então sob
a responsabilidade do Ministério da Agricultura.
"Era uma política alinhada com o que se pensava então sobre o papel
do Estado como um mediador das relações entre grupos e indivíduos",
explica Renan Pieri, professor de Economia da Fundação Getúlio Vargas
(FGV-SP) e do Insper.
"Vargas dá um golpe de mestre e assume a dianteira deste processo, estatizando estas relações."
A criação do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio foi uma das
primeiras iniciativas de Vargas ao assumir o governo por meio de um
golpe, após a Revolução de 1930, que culminou com a deposição do então
presidente Washington Luís (1869-1957) e o impedimento de que seu
sucessor, Júlio Prestes (1882-1946), assumisse o cargo, dando fim à
República Velha.
A pasta foi batizada de "ministério da Revolução"
por Lindolfo Collor (1890-1942), seu primeiro titular e avô do
ex-presidente Fernando Collor de Melo.
"Essa revolução se refere a
uma ruptura com a velha oligarquia agrária por meio da criação de um
Estado positivista, a instauração de um modelo legal e burocrático que
passa a organizar as relações sociais por meio do monopólio da força
através de um sistema normativo", diz Marcelo Nerling, professor do
curso de Gestão de Políticas Públicas da Universidade de São Paulo
(USP).
"O Estado passa a ser o protagonista, baseado na crença de
que é possível mudar a realidade social por meio de normas criadas de
cima para baixo."
Nerling explica que não havia na época no
Brasil um Estado como conhecemos hoje. "A administração pública só
começa a se organizar a partir da década de 1930. Até então, as
principais forças do país estavam concentradas nos municípios,
comandados por coronéis. Era um modelo descentralizado e
patrimonialista, em que não se separava o público do privado."
Qual foi o impacto da criação do Ministério do Trabalho?
Uma
das primeiras medidas do novo ministério neste sentido foi criar uma
nova regulamentação da atividade sindical, com critérios para a criação
de sindicatos.
Entre as novas regras, estava haver uma única
representação para profissionais de uma categoria dentro de uma mesma
região, um mínimo de 30 membros, com ao menos dois terços de
brasileiros, veto a qualquer manifestação política e ideológica,
punições a empresários que impedissem a sindicalização dos trabalhadores
e a aprovação da entidade pelo ministério - até então, não se dependia
de autorização do governo.
O ministro Collor declarava na época
que enxergava os sindicatos como uma forma de mediar os conflitos e
tinha como objetivo trazer estas organizações para a órbita do novo
ministério para que passassem a ser controladas pelo Estado.
"Vargas
queria que os sindicatos se tornassem satélites do governo, politizando
as relações entre empresas e trabalhadores", diz Pieri.
Na época,
o Brasil ainda era um país extremamente rural, mas havia uma indústria
nascente, que ganha força em reação ao crescente impedimento de importar
produtos da Europa a partir da Primeira Guerra Mundial.
Ao mesmo
tempo, a abolição da escravatura lançou um grande contigente de mão de
obra ao mercado enquanto houve simultaneamente uma chegada massiva de
imigrantes a partir do fim do século 19, facilitada pela Constituição de
1891, que, ao mesmo tempo, consagrou o direito de livre associação.
Surge,
assim, uma classe de trabalhadores urbanos e de profissionais liberais,
e se formam os primeiros movimentos sindicais, que foram reconhecidos e
regulamentados em lei ao longo da primeira década do século 20,
primeiro para os trabalhadores agrícolas e, depois, para os urbanos.
"Com
a formação de uma economia de mercado, foi natural a formação de
sindicatos especializados para representar os trabalhadores", diz Pieri.
Ao
mesmo tempo, nas questões relativas a direitos, o regime de Vargas
buscava atender reivindicações históricas dos trabalhadores, alinhado
com a ideia da outorga dos direitos trabalhistas pelo Estado.
"Vargas
havia acompanhado o que ocorreu na Rússia a partir de 1917 com a
revolução, quando, em meio ao conflito entre capital e trabalho, o
proletariado assumiu o poder. Então, ele, que era um capitalista, sabia
aonde isso poderia acabar", diz Nerling.
"Vargas sabia que, se os
trabalhadores fizessem greve atrás de greve para reivindicar direitos,
poderiam quebrar o capital. Ele opta por chamar para si a
responsabilidade de regular estas relações, cria leis que vinculam os
cidadãos. Entrega os anéis para não perder os dedos."
O que mudou a cada Constituição?
Ministério criou a carteira profissional, precursora da atual carteira de trabalho e previdência social
O
ministério teve sob Vargas uma atividade legislativa intensa. Foram
lançadas medidas importantes, como a criação da carteira profissional
(precursora da atual carteira de trabalho e previdência social), a
regulamentação do trabalho feminino e infantil e o estabelecimento de
juntas de conciliação de conflitos entre patrões e empregados, que seria
um embrião da Justiça do Trabalho, criada pela Constituição de 1934 e
que passaria a atuar a partir de 1941.
Também se destaca a criação dos Institutos de
Aposentadoria e Pensões, que mudaram o sistema previdenciário do país.
Ainda seriam instituídos o salário mínimo, a jornada de trabalho de oito
horas e o descanso semanal, as férias remuneradas e a indenização por
dispensa sem justa causa.
Uma das iniciativas de maior peso foi a
instituição em 1943 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que
unificou as leis trabalhistas existentes até então. O dia em que recebeu
a sanção presidencial, 1º de maio, passaria a ser o Dia do Trabalho,
feriado celebrado até hoje em todo o país.
As décadas após a primeira era Vargas foram marcadas por diversas mudanças nas leis e direitos trabalhistas.
Em
1946, a Assembleia Constituinte convocada após o fim da ditadura,
acrescentou novos pontos como o direito à greve e o descanso remunerado
aos domingos e feriados.
O Fundo de Garantia por Tempo de Serviço
(FGTS) surge em 1966, já durante o regime militar, para proteger o
trabalhador demitido sem justa causa com uma conta aberta em seu nome,
vinculada a seu contrato de trabalho, na qual são depositados
mensalmente o correspondente a 8% do salário.
A Constituição de
1967 instituiu a aplicação da legislação trabalhista a empregados
temporários, a proibição de greve em serviços públicos e atividades
essenciais e o direito à participação do trabalhador no lucro das
empresas, entre outras medidas.
A partir da Constituição de 1988,
passam a ser previstos medidas de proteção contra demissões sem justa
causa, o piso salarial, a licença maternidade e paternidade, o veto à
redução do salário, a limitação da jornada de trabalho a oito horas
diárias e 44 horas semanais e proibição de qualquer tipo de
discriminação quanto a salário e critérios de admissão do trabalhador
portador de deficiência. Também foi criado o Fundo de Amparo ao
Trabalhador (FAT), destinado em parte ao custeio do Programa de Seguro
Desemprego.
"São políticas criadas e geridas dentro do Ministério
do Trabalho, por ele oferecer um corpo técnico e orçamento dentro do
governo para discutir essas relações, mas que têm muito mais a ver com o
ambiente político de cada época, a pressão popular por mudanças e cada
governo do que com o órgão em si", avalia Pieri.
O economista
destaca que a partir dos anos 1990, a pasta assume um papel cada vez
mais de fiscalização do cumprimento das normas e leis trabalhistas e na
gestão de recursos como os do FGTS e do FAT.
E se o ministério acabar?
Se sua extinção se confirmar, não será a primeira vez que o Ministério do Trabalho será fundido com outras áreas.
Ao
surgir em 1930, a pasta também era responsável por indústria e
comércio. Em 1960, passa ser Ministério do Trabalho e Previdência
Social. Torna-se puramente Ministério do Trabalho em 1974. Em 1990,
volta a incorporar a Previdência.
Dois anos depois, passa a ser o Ministério do
Trabalho e da Administração Federal e, em 1999, do Trabalho e Emprego.
Em 2015, vira mais uma vez Ministério do Trabalho e Previdência Social,
até, em 2016, tornar-se novamente apenas Ministério do Trabalho.
Ao
tratar do tema, Bolsonaro já declarou em entrevistas que o trabalhador
terá de"decidir entre menos direito e emprego ou todos os direitos e
desemprego". "Os encargos trabalhistas fazem com que se tenha
aproximadamente 50 milhões de trabalhadores brasileiros na
informalidade", disse à rádio Jovem Pan.
Pieri avalia que, com o
anúncio do fim da pasta, surge uma "incerteza jurídica" sobre quem
exercerá os papéis que hoje cabem ao ministério. "Isso é uma questão
mais importante do que se terá ou não um status de ministério, que é
algo secundário."
Nerling discorda e acredita que a transformação da pasta em uma secretaria sinaliza quais serão as prioridades do novo governo.
"Isso
representa uma mudança de paradigma. Quando você dá a uma área status
de ministério, diz que as políticas públicas nesta área serão
priorizadas. Em um governo, a tomada de decisões ocorre em camadas, e a
alteração de status precariza o cumprimento das competências que hoje
cabem ao ministério, retira força e abala a eficácia de suas políticas",
diz Nerling.
"Ao dizer que se deve escolher entre trabalho e
direitos, o presidente eleito diz que os direitos são um problema, mas
isso só é um problema para o capital. Se antes o Estado se posicionava
para garantir os direitos dos trabalhadores, agora, ele pesa a mão para o
outro lado e passa a priorizar o capital."
Por sua vez, Pieri
destaca que, com a Reforma Trabalhista, passou a prevalecer sobre as
leis trabalhistas a negociação entre sindicatos e empresas.
"O fim
do ministério pode sinalizar um novo tempo em que o Estado não mais
intermedia a relação entre capital e trabalho. Isso teria no futuro o
efeito de despolitizar os sindicatos", diz Pieri.
"Será
necessário entender o que o presidente quis dizer com o fim do
ministério. Significa um relaxamento da fiscalização e que o governo não
está mais pensando nestes problemas ou apenas uma mudança burocrática?
Bolsonaro não pode dar uma canetada e tirar direitos, mas temos de
debater se alguns benefícios previstos na lei de fato beneficiam o
trabalhador."
Eunápolis: Nota de Agradecimento á militância petista e simpatizantes de Eunápolis
Alecrim I
Feira do Bueiro
Parque da Renovação
Ao fim deste processo eleitoral, o Partido dos Trabalhadores em Eunápolis, vem agradecer ao empenho, a dedicação e a força dos nossos militantes e simpatizantes, assim como de todos aqueles que vestiram a camisa do treze.
Saúdo a toda a militância de esquerda, que mesmo relegados, atenderam ao apelo de nosso Governador Rui Costa e nessas duas semanas que antecederam ao segundo turno, deixaram seus afazeres, seu lazer, seu descanso, e que depositaram na candidatura do presidenciável Fernando Haddad, a esperança de uma transformação social e de emancipação do povo brasileiro.
Alcançamos nosso objetivo que era a vitória de Fernando Haddad em Eunápolis, único município da Costa do Descobrimento onde havia perdido no primeiro turno por uma diferença de 2.967 votos. Alcançamos uma virada histórica dando a Haddad 29.184 (50,59%) contra 28.502 (49,41%) de Bolsonaro nesse segundo turno. Isso tudo sozinhos, sem material, com a militância nas periferias cotidianamente, lutando ante o poder econômico e político unido em nossa cidade a favor da outra candidatura.
Nossa luta pavimenta nosso projeto de candidatura própria para 2020 em Eunápolis, pois ninguém faz campanha como nós. Ninguém nos enxergou na cidade, pois estávamos na periferia, que nos ouviu, dançou, vibrou conosco e nos deu a vitória!
Professor André Ribeiro – Presidente Municipal do PT de Eunápolis
A cidade de Itagimirim no Extremo sul da Bahia, deu o tom e a senha na corrida presidencial. O PT local organizou uma caminhada pelas ruas da cidade, e fez bonito. Entoando a música de Léo Santana, Vai dar PT, vai dar Vai dar PT, vai dar...
Com alta
rejeição do eleitorado feminino ao candidato, mulheres organizam atos em
diversas cidades brasileiras, e em Eunápolis não será diferente. O ato está
marcado para a Praça Eunapio Peltier (antiga Praça da Bandeira) a partir das
9:00 h.
A rejeição de mulheres a Bolsonaro chega a níveis
estratosféricos no eleitorado feminino, segundo pesquisa do instituto de
pesquisa Datafolha. Praticamente metade do eleitorado feminino (que
corresponde a 53% do total do eleitorado brasileiro) não aceita votar nele de
jeito nenhum.
O
candidato já deu diversas manifestações machistas e misóginas. Ele disse à
deputada Maria do Rosário que só não a estupraria porque ela “não merece”, o
que lhe rendeu um processo. É dele, também, a seguinte frase: “Eu tenho
cinco filhos. Foram quatro homens, a quinta eu dei uma fraquejada e veio uma
mulher”.
Festa no antigo clube social para entrega de troféus do campeonato da cidade (foto arquivo)
Ficou até interessante o projeto do Complexo esportivo, mas, ficamos ressabiados quando se quer
acabar com um patrimônio esportivo e valioso como o estádio Itamarzão, a qualquer custo, puro e simplesmente pra mostrar poder, ou outros interesses que ninguém sabe, vai
lá e coloca tudo abaixo. Cometendo um crime brutal com o esporte local e regional, sem
nenhum debate com a sociedade desportiva e a sociedade civil e organizada como um todo.
Só
depois do acontecido, e a repercussão negativa na cidade, é que se
apressaram em apresentar um projeto, tentando passar lisura no
processo. Temos um grande exemplo, que começou desse mesmo "modus
operandi", que foi o clube social, esse mesmo Robério (Prefeito atual) a
época era empresário no ramo de trio e promovia eventos, prometeu
revitalizar o Clube social, para poder explora-lo por X tempo, foi
adquirido um novo telhado de estrutura metálica, coisa muito boa, mas,
só que, o esperado em termos de faturamento não foi satisfatório, como
qualquer empresário que investe, espera o retorno, no caso do Clube,
esse retorno não veio, fazendo com que, o empresário Robério Oliveira,
desistisse da parceria. Culminando com a retirada do telhado,
deixando o clube social praticamente despido. E ai, o dito clube foi se
desidratando...desidratando, até ter o seu fim... Quem é morador antigo de Eunápolis,
sabe o que foi feito... E agora, parece que é a vez do Itamarzão!
Apresentação do projeto feita pelo prefeito Robério Oliveira com presença do presidente da LFE Nereu Santana de azul Foto: Via 41
Um dirigente esportivo denunciou nesta quinta-feira
(13/09), no MP/Eunápolis, a forma arbitrária que a Prefeitura de Eunápolis,
através da secretaria de infraestrutura, tentou na manhã dessa quarta-feira
(12/09), demolir o estádio Itamarzão, que fica situado no centro de
Eunápolis, que não foi totalmente abaixo, por conta da movimentação de
desportista e da imprensa local. Sem fazer qualquer tipo notificação à
diretoria da LFE (Liga de Futebol de Eunápolis), a prefeitura chegou com uma
retro escavadeira e duas caçambas para botar abaixo toda a estrutura física do
estádio Itamarzão.
VÍDEO – Jovem que bateu panela – Perde bolsa de estudos e pede ajuda na internet para terminar estudos
Na época do golpe Kimberly Letícia dos Santos estava no primeiro ano da faculdade de direito e achou que era um boa ideia sair para a rua bater panelas e gritar “Fora Dilma”
Após perder sua bolsa de estudos integram em um das melhores faculdades do país, a jovem recorre as redes sociais implorando por ajuda para concluir a sua faculdade.
A jovem Kimberly participou de atos do pato pedindo “Fora Dilma” e apoiando os golpistas enquanto ainda estava na faculdade dependendo de bolsa.
Hoje a jovem perdeu tudo e procura por ajuda.
“Me ajudem por favor, o meu futuro depende da faculdade. Sou de família pobre, não temos dinheiro para pagar integral” Declara a estudante.
A jovem Kimberly sofreu um efeito muito conhecido entre os coxinhas que é o de pensar que são ricos, quando na verdade os verdadeiro ricos estão é rindo de patos e marionetes feito essa jovem estudante.
Por isso precisamos de Lula e de uma sociedade mais socialista. Para todos termos chances iguais e não ficarmos as sombras dos grandes burgueses, fora coxinhas aqui é Lula 2018 presidente!
Na próxima segunda, dia 30, será realizado o Seminário do/a Trabalhador/a no Centro Cultural de Porto Seguro. Vamos discutir o papel da mídia frente à conjuntura política atual. O palestrante será Augusto Vasconcelos, presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, professor e advogado. Com direito a certificado de 4 hrs para os universitários. Aguardamos vocês a partir das 18h30
segunda-feira, 23 de abril de 2018
Nosso desafio é a revogar as reformas que destruíram os direitos trabalhistas
Por Ariovaldo Ramos
A Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, da qual eu sou um dos coordenadores, está, também, acampada em Curitiba, dando apoio ao ex-presidente Lula, e protestando por sua prisão indevida, que nos faz considerá-lo como preso político.
Depois da exposição da fraude do triplex, o mínimo que se espera é a revisão do julgamento, quando não, a punição do juiz.
Contudo, não podemos permitir que a direita nos aprisione em Curitiba.
Enquanto lutamos pela soltura do ex-presidente, que devemos fazer sem esmorecer, a Medida Provisória que alivia Reforma Trabalhista caducou na Câmara Federal sem alarde. E o ludibrio aos trabalhadores, diga-se de passagem, sem a mínima reação por parte das centrais sindicais, se estabelece definitivamente. O trabalho está legalmente, precarizado, quando não, análogo à escravidão.
Os ruralistas, ostensivamente, assumiram o controle da Funai, na prática. Em menos de um ano já derrubaram dois presidentes da entidade. O primeiro foi o pastor Antonio Costa, que resistiu à pressão da bancada ruralista e denunciou desmonte da política indigenista; agora é Franklimberg Freitas que entrega seu pedido de demissão, após, mais uma vez, forte pressão da bancada ruralista.
A verba de proteção aos indígenas e de demarcação de suas terras caiu 65% em quatro anos. A bancada BBB domina a política indigenista do governo.
A mais recente edição brasileira do jornal Le Monde Diplomatique estampa a manchete de que as eleições podem estar ameaçadas. Aliás, já havíamos dito, aqui no Nocaute, que ninguém dá golpe de Estado para devolver o poder em dois anos.
O articulista da edição brasileira do jornal francês pondera sobre o que haveria se houvesse intervenção, à semelhança do Rio de Janeiro, em outros estados.
Segundo, a matéria, o general que propôs intervenção militar no país, como solução para a crise, não só não foi punido, como se apresentou para concorrer à presidência do Clube Militar, com o apoio do presidente que sucederia.
Todas essas possibilidades de manobra causam uma justificável preocupação com as eleições.
A pressão dos ruralistas pode levar à aprovação do polêmico projeto que muda as regras de licenciamento ambiental, a uma votação sem debate com a nação.
Além disso tudo, nosso grande desafio, se houver eleições, é a renovação do Congresso, senão, a revogação dos efeitos das reformas e medidas de toda ordem, que destituíram os trabalhadores de seus direitos e puseram em risco futuro do país, não será possível.
Definitivamente, temos de lutar pela libertação do ex-presidente Lula, além de estar ao seu lado em Curitiba. Contudo, não podemos nos deixar aprisionar pelos agentes do golpe, precisamos lutar em todas as frentes de batalha.
Nosso luto vem do verbo lutar!
Há uma cena de grande dramaticidade no evangelho se São Mateus quando se trata do Juizo Final”, quer dizer, quando se revela o destino último de cada ser humano. O Juiz Supremo não perguntará a que Igreja ou religião alguém pertenceu, se aceitou os seus dogmas, quantas vezes frequentou os ritos sagrados.
Esse Juiz se voltará aos bons e dirá: ”Vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do reino preparado para vós desde a criação do mundo; porque tive fome e de me destes de comer, tive sede e me destes de beber, fui peregrino e me acolhestes, estive nu e me vestistes, doente e me visitastes, estava preso e viestes me ver… todas as vezes que fizestes a um destes meus irmãos e irmãs menores, foi a mim que o fizestes…e quando deixastes de fazer a um desses pequeninos, foi a mim que não o fizestes(Evangelho de S.Mateus,25, 35-45).”
Neste momento supremo, são as práticas e não as prédicas para com os sofedores deste mundo que contarão. Se os tivermos atendido, ouviremos aquelas palavras benditas.
Esta experiência foi vivida pelo Prêmio Nobel da Paz de 1980, o argentino Adolfo Perez Esquivel (1931) arquiteto e renomado escultor, grande ativista dos direitos humanos e da cultura da paz, além de ser profundamente religioso e por mim. Ele solicitara às autoridades judiciais brasileiras a permissão de visitar no cárcere o ex-Presidente Lula, amigo de muitos anos.
Da Argentina Esquivel me telefonou e no twitter foi resumida a conversação numa espécie de yotube. Iríamos juntos, pois eu havia recebido também o assim chamado Nobel Alternativo da Paz em 2001(Award The Right Livelihood) do Parlamento sueco. Mas lhe adiantei que minha visita era para cumprir o preceito evagélico o de “visitar quem está encarcerado” além de abraçar o amigo de mais de 30 anos. Queria reforçar-lhe a traquilidade da alma que sempre manteve. Confessou-me pouco antes de ser preso: minha alma está serena porque ela não me acusa de nada e me sinto portador da verdade que possui uma força própria e que no seu devido tempo se manifestará.
Chegamos em Curitiba Esquivel e eu, em horários diferentes, no dia 18 de abril. Fomos diretamente ao grande auditório da Universidade Federal do Paraná repleta de gente, para um debate sobre democracia, direitos humanos e a crise brasileira que culminou com a prisão de Lula. Lá estavam autoridades universitárias, o ex-ministro das relações exteriores Celso Amorim, representantes da Argentina, do Chile, do Paraguay, da Suécia e de outros países. Alternadamente cantaram-se belíssimas músicas latino-americanas especialmente com a voz sonora da atriz e cantora Letícia Sabatella. Afrodescentes daçaram e cantaram com suas roupas belamente coloridas.
Fizeram-se vários pronunciamentos. O desalento geral, como por um passe de mágica, deu lugar a uma aura de benquerença e de esperança de que o golpe parlamentar, judídico e mediatico não poderia desenhar nenhum futuro para o Brasil. Antes, encerar-se-ia um ciclo de dominação das elites do atraso para abrir caminho para uma democracia que vem de baixo, participativa e sustentável.
Já antes da sessão foi-nos comunicado que a juíza Catarina Moura Lebbos, braço direito do juiz Sérgio Moro, havia proibido a visita que queríamos fazer ao ex-presidente Lula.
Essa juíza não deu-se conta do alto significado de que é portador um Prêmio Nobel da Paz. Ele tem o privilégio de correr o mundo, visitar prisões e lugares de conflito no sentido de promover o diálogo e a paz. Agarramo-nos ao documento da ONU de 2015 que se convencionou chamar de “Regras de Mandela” que trata de Prevenção ao Crime e a Justiça Criminal. Aí se aborda também a parte da visita aos encarcerados. O Brasil foi um dos mais ativos na formulação destas Regras de Mandela, embora não as observe em seu território.
Mas de nada nos valeu. A juiza Lebbos simplesmente negou, No dia seguinte, dia 19 de abril, chegamos ao acampamento, onde centenas de pessoas fazem vigília junto ao Departamento da Justiça Federal, onde Lula está preso. Gritam-lhe “Bom dia, Lula”, “Lula livre” e outras palavras de ânimo e esperança que ele em seu cárcere pode escutar perfeitamente.
Policiais estavam por todo os lados. Tentamos falar com o chefe para podermos ter uma audiênicia com o Superindente da Polícia Federal.
Sempre vinha a resposta: não pode, são ordens de cima. Após muito insistir, com chamadas de telefone indo e vindo, Perez Esquivel conseguiu uma audiência com o Superintendente. Explicou-lhe os motivos da visita, humanitária e fraterna a um velho e querido amigo. Por mais que Perez Esquivel argumentasse e fizesse valer seu título de Prêmio Nobel da Paz, mundialmente reconhecido e respeitado, ouvia sempre o mesmo ritornello: Não pode. São ordens de cima.
E assim, cabisbaixos, retornamos para o meio do povo. Eu pessoalmente insistia que minha visita era meramente espiritual. Iria levar-lhe dois livros ”O Senhor é meu pastor e nada me falta”,um comentário minucioso que realmente alimenta a confiança. O outro de nosso melhor exegeta Carlos Mesters “A missão do povo que sofre” descrevendo o desamparo do povo hebreu no exílio babilônico, como era consolado pelos profetas Isaias e Jeremias e como a partir daí se fortaleceu o sentido de seu sofrimento e sua esperança.
No Departamento da Polícia Federal tudo era proibido. Sequer um bilhete era permitido para ser enviado ao ex-Presidente Lula.
No meio do povo, falaram vários representantes dos grupos, especialmente um casal da Suécia que sustenta a candidatura de Lula ao Prêmio Nobel da Paz. Falei eu e Perez Esquivel, reforçando a esperança que finalmente é aquela energia ponderosa que sustenta os que lutam pela justiça e por um outro tipo de democracia. Ele anunciou que lançara a campanha mundial para Lula como candidato ao Prêmio Nobel da Paz. Há já milhares de subscrições em todo o mundo. Lula preenche todos os requisitos para isso, especialmente as políticas sociais que tiraram milhões da fome e da miséria e seu empenho pela justiça social, base da paz.
Muitas foram as entrevistas aos meios de comunicação nacionais e internacionais. Algumas fotos do evento começaram girar pelo mundo e vinha a solidariedade de muitos países e grupos.
Aí nos demos conta de que efetivamente vivemos sob um regime de exceção na forma de um golpe brando que sequestra a liberdade e nega direitos humanos fundamentais.
A pequenês de espírito de nossos juizes da Lava Jato e a negação de um direito assegurado a um Prêmio Nobel da Paz de visitar um seu amigo encarcerado, no espírito de pura humanidade e de calorosa solidariedade envergonha nosso país, Apenas comprova que efetivamente estamos sob a lógica negadora de democracia num regime de exceção.
Mas o Brasil é maior que sua crise. Purificados, sairemos melhores e orgulhosos de nossa resistência, de nossa indignação e da coragem de resgatar a partir das ruas e pelas eleições um Estado de direito.
Não esqueceremos jamais as palavras sagradas:”Eu estava preso e tu me impediste de visitá-lo”.